Jun 29 2010

Joaquim Videira sobe ao 10º lugar do ranking mundial de espada

Tag: NotíciasCeriz @ 9:41

Joaquim Videira subiu ao 10º lugar do Ranking Mundial de Espada, após ter sido 6º classificado na Taça do Mundo de Buenos Aires, em que também participaram mais quatro portugueses.

Videira somou 14 pontos para o ranking, o que lhe permitiu subir na classificação e assim minimizar a ausência em Caguas, Porto Rico, há três semanas, por problemas com os voos.

O espadista português chegou aos quartos-de-final, em que perdeu com o ucraniano Anatoliy Herey, por 15-10. No quadro de 32 havia vencido Jose Felix Dominguez da Argentina e Krzysztof Mikolajczak da Polónia no quadro de 16.

Os outros portugueses chegaram ao quadro de 64, somando também eles alguns pontos para o ranking. João Cordeiro foi 23.º (é 70.º no ranking), Miguel Teixeira 32.º (293.º), Pedro Arede 47.º (190.º) e Ricardo Candeias 51.º (140.º).

Os medalhados desta Taça do Mundo foram:
Medalha de Ouro: Dmitriy Karuchenko (Ucrânia)
Medalha de Prata: Bas Verwijlen (Holanda)
Medalhas de Bronze: Maksym Khvorost e Anatoliy Herey (ambos da Ucrânia)


Jun 08 2010

Taça do Mundo de Caguas 2010

Tag: ArtigosJoaquim Videira @ 14:07

Seria normal que ao lerem este título estivessem à espera de saber notícias da Taça do Mundo, resultados desportivos é claro! No entanto, escrevo este artigo para partilhar convosco uma história totalmente inacreditável que também poderia ter o nome do filme de Brad Silberling, que tem Jim Carrey no papel principal, Lemony Snicket’s A Series of Unfortunate Events (Lemony Snicket’s: Uma Série de Desgraças). Deixo-vos aqui um resumo:

  • Partida de Lisboa: 8h35 do dia 3 de Junho de 2010
  • Chegada prevista a San Juan, Porto Rico: 21h35 do dia 3 de Junho de 2010 (1h35, hora de Lisboa)
    • 1. Vistos em falta: Começou tudo como uma viagem normal, a rotina do costume, encontro 2 horas antes no aeroporto, espera na fila do check in, mas quando fomos atendidos percebemos que as coisas iam correr mal. Quando a funcionária do check in nos solicitou os vistos fomos completamente apanhados de surpresa pois tínhamos sido avisados que para Porto Rico não era necessário. O supervisor referiu o ESTA (Electronic System for Travel Authorization), que também não possuíamos, e sugeriu que fossemos fazê-lo rapidamente num posto de internet. Separámo-nos de forma a conseguirmos resolver o problema e após um coordenado trabalho de equipa conseguimos obter os ESTA. Terminámos o check in mesmo em cima do encerramento e começamos a temer que os sacos de armas não chegassem ao destino por termos terminado as formalidades de check in em cima da hora.
    • 2. Tempestade em Miami: Quando estávamos a chegar a Miami, deparamos com uma tempestade. Para além da turbulência, e quem me conhece sabe bem a força com que me agarro à cadeira e como fico suado quando isso acontece, fomos alertados que teríamos que ficar em espera para aterrar. Passado algum tempo, o piloto avisou que iríamos aterrar e percebemos claramente que nos dirigíamos para a pista, o trem de aterragem foi baixado. A meio da aterragem sentimos uma potente aceleração e percebemos que o piloto tinha abortado a aterragem. Já estava branco e suado e… sei lá mais o quê!
    • 3. Voo desviado: Após a aterragem abortada, voltámos para as “voltinhas” nos céus de Miami. Algum tempo depois, dirigimo-nos para a pista e aterragem perfeitamente normal, com aplausos e tudo! A hospedeira com as habituais boas-vindas a fazer lembrar a música de Will Smith, Miami (Welcome to Miami… Bienvenidos a Miami). Pois é, mas não estávamos em Miami, tínhamos sido desviados para Fort Lauderdale! E aí ficamos, dentro do avião, até que Miami abriu o espaço aéreo.
    • 4. Voo para San Juan perdido: Quando finalmente aterrámos em Miami, horas após o previsto, já tinha passado a hora do voo para San Juan. Fomos encaminhados para um balcão da companhia aérea e tentámos arranjar um voo que nos levasse a San Juan. No dia 3 já não havia mais voos e no dia seguinte, os dois da manhã, estavam cheios e com lista de espera. A funcionária disse que não tinha acesso a mais do que estes dois voos e depois de falarmos cordialmente, gritarmos, “chorarmos”, implorarmos, propôs-nos uma alternativa: ir para Baltimore (3 horas para norte) e no dia seguinte embarcar no voo das 8h20 para San Juan (4 horas de voo). Não era a melhor opção, mas era o que havia e dava para chegar a tempo ao pavilhão da competição.
    • 5. Noite em Baltimore: Chegámos tarde a Baltimore e sem um dos sacos, a bagagem do João Cordeiro não tinha chegado. Encontrámos um restaurante aberto no aeroporto e aproveitámos para parar, respirar um pouco e forrar o estômago. Por sugestão duma funcionária da companhia aérea, “marcámos” uma noite no Hotel Observation Deck, chão e bancos do Observation Deck do aeroporto de Baltimore. Aí ficámos até ser altura de fazer o check in para San Juan.
    • 6. Voo cancelado: Depois de todos os infortúnios, estávamos no avião prontos para ir para San Juan e acreditávamos que apesar de tudo era possível estar na competição a tempo de confirmar a presença. Confirmando a série de infortúnios, chegámos à pista, prestes a descolar, recebemos informação do piloto de que tinha detectado uma anomalia e que iríamos regressar para verificar o que se passava. Depois de algum tempo de espera, o piloto sugeriu que os passageiros abandonassem o avião enquanto era feita a reparação. Já no aeroporto foi transmitida a informação de voo cancelado.
    • 7. Voo perdido: Os passageiros foram encaminhados para o balcão da companhia aérea e depois de uma longa espera na fila, a funcionária informou-nos que estávamos automaticamente no voo do dia seguinte. Claro que de nada nos valia, pois perderíamos a competição. Tentámos novas ligações e nada. Apesar de termos ficado convencidos de que a funcionária não tinha feito o seu melhor, decidimos regressar a Portugal. Assim, marcaram-nos um voo do aeroporto Ronald Reagan de Washington (a 1 hora de carro) para Boston, daí para Madrid e por fim Lisboa. Saímos do aeroporto de Baltimore 1h30 antes da partida do voo de Washington. O taxistas fez o carro “voar”, mas quando chegámos ao aeroporto, 30 minutos antes da partida, não nos deixaram embarcar. Perdemos o voo de regresso!
    • 8. Regresso: Tendo perdido o voo, só nos restou ir ao balcão solicitar outro itinerário para Portugal. Fomos reencaminhados dumas companhias para as outras até àquela que era responsável pelo voo de Baltimore para San Juan. Fomos atendidos por uma funcionária que rapidamente nos arranjou um itinerário de regresso que nos traria a Lisboa antes do que nos tinha sido oferecido antes. Aproveitámos o tempo de espera para tomar uma bela e descansada refeição e ainda houve tempo para uma visita relâmpago à loja da Apple, em Pentagon City.
    • 9. Última tentativa: O regresso a Lisboa foi feito por Newark e, assim que aterrámos, ainda tentámos trocar os bilhetes para seguir para Porto Rico. Com o atraso do voo, foi retido um voo para San Juan para permitir aos passageiros do nosso voo de embarcar. Com as trocas e as bagagens tornava-se impossível apanhar esse voo.

    Resultado final:
    Aterrámos em Portugal por volta das 8h25 do dia 5 de Junho de 2010.
    Realizámos 5 viagens de avião e passámos por 6 aeroportos diferentes.
    Saímos de Portugal com 3 sacos de armas e regressámos com 2.
    Passámos cerca de 48 horas entre voos e aeroportos.
    Não chegámos ao destino!