Depois da intervenção cirúrgica a que fui sujeito, e estando a recuperação a correr da melhor forma, decidimos realizar um teste para ver como o joelho reagia em situação de maior tensão. Nada melhor que uma competiçãozinha para “matar o bicho”…
Depois de falar com todos os intervenientes na recuperação e de saber a sua opinião sobre a minha participação tive que parar um pouco para reflectir sobre a situação. Apesar da recuperação estar a correr bem e de ser necessário começar a ganhar ritmo competitivo, iria competir com limitações. Para além das limitações físicas, havia o conflito entre vontade de regressar e receio de pôr em causa a recuperação. Para isso, tive que me mentalizar para desistir ao mínimo sinal de problemas com o joelho.
Ainda assim, o resultado foi acima das expectativas! Na fase de poules, venci 3 dos 5 assaltos, mas não fiquei suficientemente satisfeito já que no último assalto meti 2 argoladas que me custaram a vitória!
Pelo resultado das poules, fiquei um bocado abaixo dos lugares normais, mas ainda pensei que jogaria com um adversário bastante acessível… calhou-me o Max Rod! Elemento da Selecção Nacional de Juniores. Não foi um assalto propriamente fácil, mas não tive grande problemas em vencer. No quadro seguinte, quadro de 16, e para não variar… Pedro Arede! Nunca falha, estamos quase sempre no mesmo quadro. Foi um assalto muito disputado, em que considerei desistir por ter começado a sentir algumas dores, mas não fui capaz. Foi mais forte do que eu… Não podia parar e, felizmente, consegui empatar bem perto do fim e venci o assalto na prioridade.
No quadro de 8, enfrentei o elemento da Selecção Nacional de Juniores, Miguel Oliveira, da CESA. Depois de ter conseguido passar por 2 adversários já estava com vontade de ir bem longe! Fui “encostado às cordas” (encostado ao final da pista), mas sobrevivi!
Na meia-final, enfrentei o Filipe Pequito, que me havia vencido na competição anterior e que estava a jogar bastante bem nesse dia. O assalto foi correndo bem para mim e o resultado final foi esmagador…
Na final da competição, com o João Cordeiro, comecei realmente mal, mas depois de um desastroso começo com 5 toques de desvantagem ainda consegui estar apenas por 2. Contudo não consegui dar a volta e acabei por não conseguir superar este adversário.
Os medalhados da Taça Moreira Freire foram:
Medalha de Ouro: João Cordeiro (Clube Atlântico de Esgrima)
Medalha de Prata: Joaquim Videira (Associação dos Antigos Alunos do Colégio Militar)
Medalhas de Bronze: Filipe Pequito (Clube Atlântico de Esgrima) e Ricardo Candeias (Clube Atlântico de Esgrima)
Terminada a prova, há agradecimentos a fazer:
Em primeiro lugar aos médicos Dr. Pereira de Castro e Dr. José Santos que apoiaram a decisão de participar na competição.
À clínica CUF Alvalade, nomeadamente ao Dr. Paulo Beckert e ao fisioterapeuta Carlos Neves, que me têm ajudado a recuperar de forma bastante rápida.
Aos meus colegas de equipa, da AAACM e APE, e treinador por estarem sempre do meu lado!